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domingo, 20 de dezembro de 2009

Pessoas são como música, tenho uma para você


"When you look with your eyes everything seems nice", não me lembro de onde eu tirei essa frase, de uma música do Placebo, acredito, porque tenho escutado muito Placebo ultimamente, e Kasabian e um monte de velharias. Porque velharia trás saudosismo, trás aquele cheiro de poeira, de coisas guardadas, sentimentos guardados. O que foi bom, foi perceber que essas músicas já não me fazem lembrar da mesma pessoa, na verdade, acho que recolho o pó de lá, e jogo todo por cima de mim atualmente, mas sem sentimento nenhum, por ninguém, elas pertencem apenas a mim agora. Era divertido ficar horas esperando, com o mp3 no ouvido, ouvindo SEMPRE o mesmo cd, semana após semana, depois eu trocava.
Era divertido assistir o DVD de manhã bem cedo, porque ainda morava com meus pais, e lá eu precisava acordar realmente cedo, então enquanto eu comia granola, eu assistia o mesmo DVD, as mesmas músicas, e gostava, e ficava bem feliz de manhã.
Já faz quatro anos que não moro mais na casa em que fui criada, mas mantenho os mesmo hábitos, granola e música de manhã.

Engraçado como eu me divertia fácil, mas ao mesmo tempo achava que era a pessoa que mais tinha problemas no mundo, eu tinha recem completado vinte anos, uma criança, e achava que precisava segurar o mundo com as costas, pobre de mim, ingenuidade sempre foi um problema, acho que de família.
Enfim, voltamos às músicas, Nietzsche disse "Sem música a vida seria um erro", concordo, consigo destinar uma música a cada pessoa que conheço, normalmente não só pela letra, mas pelos arranjos, melodia, e por tudo que os minutos que ela dura envolvem, agradeço por ter tido aulas de música na infância, agradeço por saber tocar trompete e saxofone, mas fico triste comigo mesma por não decifrar mais as partituras com tanta desenvoltura, quando eu tinha 13 anos era mole mole.

Então cada pessoa que conheço tento decifrar , e quase sempre eu presto tanta atenção em seus olhos que depois não consigo esquecer, quando me cativam é algo absurdo, não consigo pensar na pessoa como um todo, penso nos olhos, e penso também no cheiro, porque cada um tem seu próprio perfume, naturalmente, sem perfumes caros, loções pós-barba, desodorantes, apenas o cheiro. Se ele conquista, é difícil, porque não haverá mais ninguém com o mesmo perfume, e você precisará da pessoa para abraçar, e com o olhos e o aroma, vem os abraços apertados, os beijos na bochecha, e quem sabe, os lábios se toquem e as mão se cruzem.
Isso tudo é como música, deve existir um início, uma ordem, uma sinfonia, pode ser longa, curta, infindável se você ligar o repet, pode ser que nunca tenha sido e que nessa canção você esteja apenas fazendo movimentações labiais, assim a outra pessoa não entende nada, e dá um stop, pode ser que você esteja, apenas, procurando a maneira de fazer com que o sol entre antes do ré, fazer com que as pessoas percebam que tipo de canção você é, antes de rotular.
Como saber se uma música é clássica, boa ou não, se você só a escuta no rádio as vezes, é necessário empenho, compre o cd, leia o encarte, escute várias vezes, e veja se a melodia e a letra cativam, depois disso você tem opções, ou deixa o cd jogado de lado, ou escuta todo ele até o final, percebendo,assim, que você só precisava deixar a canção inundar sua alma. Escute uma música que você já julga má ideia, com mais atenção, enxergue as pessoas ao seu redor da mesma forma, questione, não julgue, não precipite-se, abra seus olhos e mente para o novo. Deixe-se sentir bem. Sem barreiras, escute a música, não somente a ouça.

Se eu conheço você pessoalmente, ou via web, há um tempo, certamente tenho uma música que acho ser sua, a SUA música, me pergunte qual. Terei o maior prazer em contar-lhe. Um ótimo domingo a todos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Identificação

Abrir os olhos, banho, cabelo molhado, uma xícara de café fumegando e um prato de granola! Sento em frente ao computador, começa o dia. Fight!

Eu acompanho os blogs dos meus amigos, sempre, sempre mesmo, nem é sempre que posso, mas mesmo sem poder dou uma olhadela, as vezes fica mais fácil escrever certas coisas do que falar, e nesse caso rola uma sintonia, ler e interpretar sozinha não é tarefa fácil, mas normalmente acabo me identificando com uma ou duas linhas do post.

Eu estava lendo o Relicário da minha amiga Carol, e escutando Kasabian, que eu amo, mas que há muito não ouvia, em especial "Running Battle" e "L.S.F (lost souls forever)". E de repente me deparei com aquelas frases, que eu citei antes, as tais palavrinhas que te deixam mais desperta, então me deixem explicar.

Ela dividiu por tópicos, eu divido aqui por citação e e explicação: "Em todos os relacionamentos que tive, sempre acreditei que todas as falhas fossem minhas, Todas... mas já aprendi a lição de que em uma relação tudo é 50%-50%: saber que não fudeste com tudo sozinha já é um alívio pra mente". É minha gente, demora a cair a ficha e acho que isso é do ser humano, se auto punir, as vezes por nem saber o que o outro ser relacionado ao sentimento acha. E vamos combinar, essas sociedade entre pé e bunda nunca dá certo. Vou explicar melhor: você entra com o pé, seu parceiro com a bunda e pronto... um pé na bunda bonito, mas quem entra com a bunda, gostaria é de ter saído disso muito bem, era só existir conversas sinceras. Não é mais fácil? Acho que minha melhor qualidade e pior defeito é a sinceridade, mas eu acredito que o mundo seria bem mais fácil se todos usassem-a

Pois é, eu sempre achei que a culpa do mundo fosse minha, mas no momento em que mais de uma pessoa está envolvida podemos dizer que é 50%-50% como a Carol sabiamente disse.

Depois disso eu leio no post: "Ainda sou muito inocente... Acredito demais nas pessoas, talvez mais do que elas acreditem nelas mesmas. Por acreditar demais... Me decepciono em dobro". É, isso é uma coisa que eu gostaria de saber sobre mim, por que eu acredito tanto nos outros? Será que sou inocente mesmo? Será que é essa palavra que se aplica a minha pessoa? Isso é realmente uma coisa que tenho que discutir com alguém, com um analista talvez, com meu cachorro, que morro de saudade e que sempre me acolhe com aquela cara linda, ou talvez devesse discutir isso comigo mesma, até achar uma solução.

Enquanto escrevo, leio os blogs, acesso as redes sociais, twitto, e trabalho no aconhego da minha casa, algumas coisas aconteceram: meu café está frio, minha granola acabou, o cd está na ultima música e eu percebo que devo fugir do país das maravilhas, pelo menos por essa manhã.

Mas antes de sair correndo desse mundo de faz de conta, eu quero deixar uma recado a ela que me inspirou nessa manhã, Carol, e a todos os meus amigos:

"É fato que, uma boa amizade não se resulta apenas em risadas, passeios em plenas sextas ou poses para fotos. Elas estão sempre superando as minhas expectativas, seja através de um sorriso ou um abraço inesperado, como demonstração de carinho, seja com alguns discursos deixando explicitamente a importância de cada um para si mesmo, ou com uma boa gargalhada que evacua como: “Estou feliz em estar aqui, podemos repetir a dose?”
O legal é que, não precisamos absolutamente de mais nada ou de mais ninguém para despertar o sentimento de “completo”. Se um fala, o outro completa; se um pensa, o outro flerta e em seus olhos sinaliza a resposta; até mesmo as risadas possuem grandes significados. Engraçado saber que, não precisamos de muitas coisas para nos divertir, até mesmo o vento que o ônibus proporciona, ao esperar sua chegada, nos faz rir horrores, promovendo lembranças que serão recordadas em algum outro dia qualquer para nos divertir. Basta alguns cigarros, algumas doses (quem sabe algumas garrafas de Heineken para cada um? hahahahahahaha) de uma bebida, realmente, viciante e um bar de esquina qualquer.
Espero poder vivenciar sempre mais, e mais, de momentos especiais e únicos, já que cada um possui seu valor inestimável para mim, tornando-se minha droga preferida, e eu, como uma boa viciada, vou necessitando de sucessivas doses para assim me satisfazer o vício, por que sou, exatamente em todos os sentidos e em todas as palavras, V I C I A D A em vocês.
Espero assim viver por muito tempo podendo contar com o auxílio e o apoio das palavras importantes que me dizem ou de uma conversa realmente sem nexo nas madrugas, olhar para fotos como essa e em minha cabeça começar a passar um filme e na boca aquele gostinho de “quero mais”; MUITO mais.
Amo-vos, não saiam de minha vida tão cedo já que agora fincaram raízes fortes suficientes para que a ausência em mim possa causar tamanha dor e vazio.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Encaixe


Eu e essa minha vontade incipiente de erguer os braços, em uma cadeira de praia, no nosso lindo litoral. Em uma mão um bom livro, na outra mão... bom, na outra mão tenho opções, água de coco, caipirinha, picolé de limão, picolé de morango, picolés de sabores de fruta, um copo d’água ou simplesmente outra mão? Outra mão na minha mão. E eu até imagino a mão, sei que mão, sei como iria encaixar na minha, já encaixou, algumas vezes, e todas as vezes os olhos pertencente ao mesmo corpo que a mão, me olharam nos olhos e deram um sorriso, com uma boca tímida e satisfeita.

Por que é tão bom: mãos nas mãos, olhos nos olhos, sorrisos sinceros? Por que as mãos se encaixam, eu fiquei pensando nisso, independe do tamanho, elas encaixam, poucas vezes uma mão não encaixou com a minha, e pude perceber que os olhos pertencentes aquele corpo também não olhavam nos meus, larguei essa mão de mão, e não fiz mal. Inclusive a vi, há pouco tempo, encaixada com outra mão, me senti feliz, estranha felicidade, mas feliz.

Minha avó dizia que eu tinha dedos de pianista, como os dela, longos, que eu deveria investir nas artes, pintar, poderia ter habilidade com pincéis, minha avó me dizia isso quando eu tinha apenas cinco anos, ela faleceu e não pôde ver que realmente tenho as mãos como as dela, dedos longos, de pianista. Acho que ela ficaria feliz em saber que eu toco saxofone, justamente por eu ter mãos grandes.

Gosto de mãos, e isso eu percebi por acaso, no dia em que minha sobrinha colocou sua mãozinha de bebê na minha, como sinal de aprovação ao sorriso que eu estampava ao ver ela dar os primeiros passos, ter a mão dela na minha foi como ouvir “eu confio em você para me segurar”, então percebi o quanto eu gosto que as mão encaixem, que os lábios sorriam e que os olhos se cruzem, tudo em movimentos leves, tudo sem pressão, tudo delicadamente e quando perceber eu estarei no litoral, com um livro em uma mão, e um encaixe perfeito na outra.

domingo, 22 de novembro de 2009

Para abrir os olhos


Fazia muito que não tinha maratonas como ontem à noite, três festas, fui perdendo pessoas em cada uma em que entrei. Algumas com nome sugestivo, Orgamos de (quatro) anos, algumas nem sei o nome.
Em busca de algo que não sabiamos o que era, fomos ao lugar de costume, nem mesmo o fato de não poder fumar na pista de dança me deixa injuriada quando se trata do Cabaret, nome sugestivo, um inferninho que frequento há anos, e que ultimamente tem me feito enxergar certas obviedades que não costumo ver normalmente.

Não sei identificar coisas óbvias, me dá dor de cabeça, às vezes, dependendo da situação após algumas horas minha ficha cai, outras coisas demoram dias, mas elas caem um dia, nem sempre eu gosto do gosto do processo de ver tão claro o que antes me parecia um emaranhado de informações.

Dancei música lenta, rostinho colado, tudo de brincadeira -gosto de covinhas - existem pessoas que me fazem sorrir naturalmente, gosto de rir com o pessoal que trabalha no bar, são pessoas de bem, são divertidos, e ontem eu precisava liberar minha energia, então dancei ensandecidamente durante um bom tempo. Parecia uma dança sem fim, dentro de uma tempestade, onde eu enxergava apenas meus pés, mãos e braços, escutava a música, sentia o suor, sentia as pessoas que esbarravam em mim, mas não podia ve-las, permaneci assim.

Às 5h da manhã sentei-me em um sofá rasgado, sujo e molhado, com os pés doloridos e a cabeça ainda girando pela bebida que havia consumido em casa, mas já estava sóbria. Sobriedade que me fez imaginar estar em um clipe do Chemical Brothers. Depois de dançar por horas e me sentir eufórica, com muita energia, esse sofá me acolheu, me abraçou, e eu me deixei envolver, mesmo com todos os seus defeitos, mesmo com todos os seus furos, e rasgões ele era minha porta de entrada para o inicio da observação da noite.

Quando eu falo em Chemical Brothers me refiro à música 'Hey girls, hey boys', em que uma mulher pode ver os esqueletos das pessoas se movimentando, como se não existisse carne, como se todos fossem iguais. Eu me sentia assim ontem, eu não ocnseguia ver os rostos, não sentia os cheiros, não conseguia nem me expressar por palavras, meus olhos se movimentavam em uma velocidade tamanha, eu queria captar tudo ontem, mas parecia que as pessoas estavam drogadas demais, bêbadas demais para verem certas coisas: a menina baixinha, de trancinhas no cabelo, não percebeu, ao dançar de olhos fechados, que o rapaz ao seu lado lhe olhava atentamente, cada passo, cada gesto dela era acompanhado pelos olhos do espectador atento. O movimento suave do seu corpo, o balançar do cabelo fazia com que o menino não conseguisse desviar o olhar, ele só o fez quando seu amigo derramou cerveja em suas calças.

O menino loiro que beijava o moreno, o abraçava com tanta ternura que deduzi que eram namorados, suas mãos percorriam o rosto do companheiro, passavam pelos cabelos e repousavam cruzadas atrás das costas do rapaz, e assim eles ficaram por um longo tempo, admirando uma ou outro, sem beijos, apenas com toques. Eles se foram. Deram as mãos e foram, não vi movimentação labial, acho que era explícita a vontade dos dois, e eles se entendiam.

Havia duas meninas e dois rapazes muitos alterados, suados e frenéticos, a cada música pulavam mais e mais, bebiam mais e mais, era reconfortante estar sentada e sóbria.

Perdi a voz. Talvez por ter gritado umas sete músicas seguidas, talvez por já estar gripada, talvez por ter fumado, fumei pouco, bebi pouco, mas o suficiente para as duas coisas me fazerem mal, e de repente acender uma luz dentro de mim, aquela voz que provavelmente aparece um dia na vida: "se te faz mal, pára, isso é para abrir os olhos".

E eu abri, e vi que todas as pessoas na minha volta estavam envoltas em seus mundos, de olhos bem fechados, não no sentido literal. Eu queria poder abrir os olhos de cada um, mas são tantos e eu sou apenas uma garota.

Com os olhos abertos, muito abertos, fui me despedir, um por um, novos e velhos amigos, agradecendo mentalmente por cada um fazer parte do meu mundo de olhos abertos, e de não me julgarem por eu, às vezes, ter meus momentos de olhos fechados.

Aprendi o real sentido de palavras carinhosas, e consegui aceitá-las, não consigo aceitar normalmente, mas aceitei, aprendi o não, e o sim, e por vezes fiquei em dúvida entre os dois. Já não me pertencem as dúvidas, consigo distinguir, espero.

Conta paga, chuva, táxi!

Pedi para o taxisista me deixar uma esquina antes, e descalça caminhei vagarosamente até em casa, sentindo os pingos baterem na minha pele e deixarem as ultimas fragrâncias do meu perfume irem embora. Uma mistura de suor, perfume, e outros cheiros, escorregavam por meus cabelos, e corpo, e morriam no chão.

Casa, banho quente, cama, lençóis negros. Fechar os olhos novamente, mas dessa vez apenas no sentido literal.

Abri os olhos, minha cabeça dói, e só consigo pensar em aspirinas, e em uma TV no meu quarto, ficar deitada o dia todo, sem me mexer, sem movimentações, sem telefone, ou internet, apenas eu e meus pensamentos, mas não gostaria de me afogar nesse dia, gostaria sim de conversas amigas, cheiro de flores, sem cigarros, sem bebidas, sem nunca mias fechar os olhos . E dou de cara com pessoas queridas, que todo dia conversam, todo dia se fazem presentes, e mesmo em situações adversas, me olham nos olhos, e dialogam palavras para abrir os olhos, os meus e os deles.. e os de quem não sabe ver certas obviedades.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Grozelha de mini-férias na Argentina


Bom gentem, então tá, Grozelha está indo assistir Lily Allen em BsAs, semana que vem muitas novidades e dicas da capital porteña.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A música da última semana...

Sempre coloco ali do ladinho (na coluna a melhor música da última semana) uma música que tenho escutado durante a última semana, normalmente escuto a mesma música sem cansar durante meses. Essa música descobri em um filme bem água com áçucar, um romance de 2005, mas estou apaixonada pelo cantor, fato. O vídeo é uma gracinha, a letra é linda e tenho que dizer que tenho vivido esse sentimento. Então o vídeo com direito a tradução.

Brighter Than Sunshine

"Mais Brilhante que a luz do Sol"

Eu nunca compreendi antes
Eu nunca soube para que servia o amor
Meu coração estava partido, minha cabeça estava doendo
Que sensação!

Amarrado à história antiga
Eu não acreditava em destino
Eu procuro e você está ao meu lado
Que sensação!

Que sensação em minha alma
Esse amor é mais brilhante que a luz do Sol
Mais brilhante que o nascer do Sol
Deixe a chuva cair, eu não me importo.
Eu sou seu, e de repente você é minha.
De repente você é minha

Esse amor é mais brilhante que a luz do Sol

Eu nunca vi isso acontecer
Eu desistiria e cederia
Eu simplesmente não podia me machucar outra vez
Que sensação

Eu não tive forças para lutar
De repente você pareceu tão certa
Eu e você
Que sensação


Mais brilhante que o Sol
Mais brilhante que o Sol
Mais brilhante que o Sol, a luz do Sol.

O amor ainda é um mistério
Mas me dê sua mão e você verá
Seu coração está mantendo o ritmo comigo